“I have tried to bring about better communication between people. I believe that humanitarian photography is like economics. Economy is a kind of sociology, as is documentary photography.”
Sebastião Salgado

Sérgio e o seu Rebanho A sua atual localização é consequência da sua capacidade de adaptação ao clima desta região beirã, onde no inverno as baixas temperaturas, com longos períodos de neve, e a elevada pluviosidade e ventos fortes imperam. A diversidade de paisagens, alternam em montes de granito, floresta, mato espontâneo, pomares, vinha e prados naturais.

Ovelha de raça Mondegueira São animais de corpulência média que apresentam lã do tipo churra, do cor branca. Por vezes apresentam os lábios pigmentados de preto ou castanho. A ovelha Mondegueira é uma das melhores ovelhas de produção de leite existentes em Portugal daí a sua importância.

Sérgio, pastor

Sérgio

D. Irene, ordenha das ovelhas

Sérgio, ordenha das ovelhas A ordenha inicia-se em finais de Setembro e prolonga-se até Maio, por norma faz-se um mês depois do parto. A ordenha é, aqui nesta quinta, feita duas vezes por dia (às 6h da manhã e ao final do dia) em local próprio e limpo, de maneira a evitar sujar o leite com terra, poeiras ou dejetos. É importante fazer a ordenha a fundo, para manter a produção e evitar a retenção láctea, a qual pode dar origem a processos mamíticos.

O leite ordenhado

E começa o processo do queijo da Serra da Estrela

D.Irene, a trabalhar e dessorar a coalhada É efetuado o corte manual, grosseiro, com a ajuda de uma colher ou lira, seguido ou não de um pequeno repouso e da sua distribuição em panos brancos que, depois de apertados para saída do soro, são colocados em cinchos. O dessoramento da coalhada obtém-se por pressão manual e sucessivos apertos até se observar apreciável saída de soro. Este soro vais escorrendo lentamente pela francela, sendo recolhido em recipiente apropriado

D.Irene e Sérgio, a trabalhar e dessorar a coalhada

D.Irene e Sérgio, a trabalhar e dessorar a coalhada

D.Irene, distribuição da coalhada Distribuição da coalhada pelos cinchos e compressão manual. As mãos são as principais obreiras. Dizem os mais velhos que é preciso ter as mãos frias para se fazer bom queijo. A D. Irene acrescenta que é preciso ter também amor pela arte. É também importante não deixar arrefecer a massa, pois isso dificulta a operação. Segundo Rebelo, A.G (1994), esta é uma das crenças populares que chegaram aos nossos dias.

Sérgio, distribuição da coalhada

Cura Depois de feita a “côdea” (casca) do queijo e a salga externa ( a salga externa é uma operação, ainda hoje em prática, nas queijarias de menor dimensão e com maior vinculo à tradição, como é o caso desta queijaria da Quinta do Pomar em Fornotelheiro), a superfície lateral do queijo é envolvida com uma cinta de pano impecavelmente limpo, desinfetado e seco e colocado no local de cura.

D. Irene e Sérgio no fim de mais um dia de trabalho.

Quinta do Pomar
“Um espaço – Uma narrativa”
Mostrar um espaço que não é só um local de venda de revistas e jornais mas também um local
onde as pessoas por força do hábito já se conhecem e convivem, conversam e riem. É também
parte integrante da (minha) cidade e os dois complementam-se.
Aquele espaço que todos os dias eu vejo, quando vou à varanda de minha casa ou quando saio
à rua, é agora também o vosso espaço.




















